Que necessidade é essa de começar e recomeçar tudo outra vez? Como se pudesse contar minha história desde as primeiras linhas e, dessa forma, re-desenhá-las mais bonitas em traços mais fortes e definidos.
Absurdo este de querer apagar o que não deu certo, o que não se concluiu. Talvez sejam esses rabiscos inacabados e mal-feitos que façam de mim o que sou. O que serei. O maior erro é atribuir bons acontecimentos a outros bons acontecimentos. É do engano que surge o perdão; Da briga, o abraço; Do choro, o ombro para se apoiar.
É um receio de me definir e arcar com todos os prós e contras. É um erro que me permito, pra provar que aceito o imperfeito.
E, como objeto de minha imperfeição, cá está esse blog, permitindo novos rascunhos para que eu possa, enfim, fazer um auto-retrato se não mais perto do que sou, mais perto do que quero ser.
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