sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Eu trocaria a eternidade por aquela noite.



- Oi
- Oi
- Namorando, então?
Ela riu.
- Não tô namorando, não.
- Ah, não? Depois homem que não presta.
Ela riu de novo.
- O que você quer dizer com isso?
- Você deixa o menino completamente apaixonado, não se importa de ficar com ele na frente de todos e ainda diz que não é namoro?
- Primeiro de tudo, eu não sei se ele tá apaixonado ou não. Segun...
- Não sabe? Pois eu sei muito bem! – Cortou.
- ... Como eu ia dizendo, segundo ponto, eu não me acostumo com esse negócio de ficar com alguém em uma noite e fingir que nada aconteceu no outro dia. – E olhou pra ele com uma das sobrancelhas levantadas.
- Outch. Essa foi forte. – Ele brincou – É meio confuso, mas eu não gosto disso também. Às vezes você está em uma festa, a vontade surge, a situação conspira e você faz. No outro dia é tudo diferente e você pode ter outra pessoa em mente.
Ela ficou séria.
- Eu vou fingir que não ouvi isso, tudo bem?
- Por quê?
- Deixa pra lá. Tenho que ir. Beijo. – E levantou-se.
- Fica. – Pediu e segurou sua mão.
Os segundos congelaram.
- Não posso. Beijo.
Ele se levantou, as mãos ainda juntas.
- O que você está fazendo?
- Não parece bastante claro?
Segurou em sua cintura e aproximou de forma delicada seu rosto ao dela.
- Eu não tenho problema em ficar com você aqui, na frente de todos.
Com as mãos, afastou-o.
- Desculpa. Tarde demais. Lembra quando eu te falei que dificilmente eu desejava uma coisa e facilmente ela se tornava indiferente para mim? Tchau.
Beijou-o no rosto e saiu, sem olhar para trás.

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